Quando Nietzsche chorou.

"- Todos nós precisamos de paixão, Josef, - interrompeu Nietzsche. - A paixão por dionisíaca é vida. Mas a paixão tem que ser mágica e aviltante? Não haverá uma forma de domina-la? Deixe-me contar sobre um monge budista que conheci no ano passado em Engadine. Ele vive uma vida frugal. Medita metade de suas horas de vigília e passa semanas sem trocar palavra com ninguém. Sua dieta é simples, uma única refeição ao dia, aquilo que conseguir esmolar, talvez apenas uma maçã. Mas ele medita sobre a maçã até estar prenhe de vermelhidão, de suculência e de vivacidade. No final do dia, ele apaixonadamente antecipa sua refeição. A conclusão é, Josef: você não precisa renunciar à paixão, mas tem que mudar suas condições para a paixão."


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog