Paz.
Pelos mares se encontra um Marujo,
velho, sábio e intrépito.
Conhecedor exímio das águas,
de leste à oeste.
Cartógrafo empírico,
mito que vulga boca a boca
pelos ventos e mares.
Já enfrestaste todo tipo de monstro,
e ainda assim,
nunca perdeu uma aposta!
Pouco motivado,
a não ser pela saudade;
saudade daquela que por anos o carregou
sua amada,
perdida em pensamentos,
sob o escuro das águas.
Na canção de amigos,
nos noves dedos,
se pergunta,
"quantas vezes senti essa sensação..?"
Pavor!
Medo!
Angústia!
Entre escombros,
se vê,
perdido em desespero,
na tempestade,
que por anos o trouxe alimento,
agora leva-o à morte.
Ébrio,
lembra da moça que curou o sofrimento,
caminhou com ele até ali,
A calmaria é fugaz,
e sua amada vê,
como um rosto,
uma deusa!
E a morte se entrega,
e a mesma o toma,
leva-o em seus braços,
como uma criança,
frágil e delicada.
Sua amada,
finalmente,
encontra.