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Mostrando postagens de fevereiro, 2014

Farol de um metro e meio.

Que orquestra sinfônica, abriram em mim, caminhos desconhecidos, e tiraram-me, pelos dedos, do chão. Meus olhos, que juravam visto de tudo, de luz, cegaram! Faltou ar por dentro, e no estômago, sim, centenas de borboletas! Que perfeita combinação, essa curva tão apaixonante, feito melodia, me tocando. E calou-se o poeta, mas em mim, tenho todas as poesias do mundo, quando, hoje, pra mim você sorriu.

São Paulo

As luzes dessa cidade, e o frio de quarenta graus, amenizam toda essa loucura. Nas estações, a vida é mais fria, tantos olhares trocados, e mãos sem tato. São só pessoas, de cá pra lá, sem se olharem, com nada para oferecer. Quem se perde na estação, jamais se encontrará. E a cada parada, é um amor a menos. Quantos corações morrem, a cada despedida?
Todos esses acordes perdidos pelas esquinas cantando nossa vida não vivida. Essa cidade, cada vez mais cinza, tirando a melhor parte de mim, dia após dia. Saudade é isso, o amado foi embora, mas o amor..não. Quem vai acreditar que não era você que fez Dante ao limbo chegar.. Que Tom Jobim não viu seus olhos quando tocou? Ando falando sozinho por aí, brigando e fazendo as pazes, inventando um novo começo, olhando as horas sem porquê, mudando seu sorriso, quem sabe assim, no fim, eu acredito.
A casa mal acabada, agora mais triste ficou. Não muito grande, mas não há aperto maior que no coração sentiu. Carregou consigo o peso, todo o peso do sofrimento, o Oriental Trabalhador, que hoje partiu.. Quem dirá que quem parti sozinho partiu? Tiram-te seu corpo, mas levou três almas, também. Será a morte um descanso? Vai em paz, aonde tiver que ir..