Ando muito confuso com a minha vida e olho em volta do meu quarto e todas as palavras que um dia eu disse, voltam contra mim, me rasgando o peito, julgando meu caráter e minha capacidade de perdão. As fotos e as lembranças não me deixam esquecer de como o meu sorriso não anda o mesmo, e o porta retrato não esconde pra mais ninguém que eu já não sou o mesmo também. Parte de mim foi embora, sem adeus, facilmente arrancada de uma forma fria e indiferente, me matando, me matando de verdade. Não sei se devo mudar junto com meu quarto, quem sabe tentar um caminho novo, aí algo acontece, como um letreiro de um bordel vermelho, radiando, algo está escrito, bem na minha cara, "vai desisitir agora?". O relógio que, antigamente, era um amigo, agora não passa de um traidor, me hipnotizando e me iludindo à cada minuto igual, não deixando que eu esquecesse de você nem por dia. Às vezes sinto que preciso correr atrás da minha vida, mas quero que a minha vida corra atrás de mim agora, com a...