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Mostrando postagens de setembro, 2015
De nada adiantaria se a primavera não pertencesse às flores Se o mar não fosse pra acalmar e um dia de frio pra num abraço se amarrar Nada teria valor os bens o emprego os carros e o barco se o valores estivessem neles em si. Nossa vida pálida de pessoas-objetos que faz plateia pro humor decorado A repetição da vida em seus mínimos detalhes sem emoção que carinhosamente apelidamos rotina. De nada adiantaria os papéis que representamos pra aqueles que vêm antes e as pessoas que afirmamos ser para nós mesmos. De nada adiantaria uma vida se a arte das pequenas coisas não falasse se a alma não tivesse fome.