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Mostrando postagens de julho, 2015

Trinta e quatro

Eu, que vejo poesia em tudo não me contive quando o acaso me fez sortudo Tratei-me logo de te documentar fiz um verso, dois talvez feito ladino, sem você imaginar Resolvi por baixo começar e daquele sapato retrô tamanho trinta e quatro tratar Sua trapalhice que cria embaraço parece um pedido e diante dos teus pés monto um laço. É um ensaio os silêncios, que cabem em minutos em resmungos esperam o 'Hold me closer, Tiny Dancer' finalmente,  juntos cantado Tem traços de ti por toda sala nas cenas, nos dedilhados fingindo ser BB King Sol, Ré, Mi...exala. Há um milhão de cores na simetria do seu rosto eu, que me faço de daltônico me aproximo e sinto seus sabores Fica tão fácil em versos transformar seu nome, que com solos, livros e blues dois, três versos rimar.

Poesia do dia a dia.

O dialeto da rua são dois dedos de prosa porém, me desculpe ora bolas a melodia que ecoa é a poesia e não a prosa. O cotidiano é um enfeitador um tal de eufemista, coloca um laço em tudo transforma parede em pintura e mendigo em sonhador Os temperos são dissimilares ninguém leu Virgílio, Bandeira ou Azevedo o poeta é outro Manuel, outro Álvares. Feito em Odisseia, narra Dona Espedita cantando, ninguém acredita as dores do marido e sua inefável partida O beijo roubado no portão vermelho paixão era o vestido de Madalena o trocado para o pão.. isso a poesia do dia dia não deixa passar, não. Eu, que vejo em tudo um quê de beleza quem não vive e ora chora não contempla suas felicidades e sua tristeza.
Eu te disse, essa guerra de travesseiro não ia terminar bem, agora você tá ai, me olhando, e eu, feito bobo, tentando te explicar porque cê tem que ficar. Me diz que não fez as unhas pra me ver?