Poesia do dia a dia.

O dialeto da rua são dois dedos de prosa
porém, me desculpe ora bolas
a melodia que ecoa é a poesia e não a prosa.
O cotidiano é um enfeitador
um tal de eufemista, coloca um laço em tudo
transforma parede em pintura e mendigo em sonhador
Os temperos são dissimilares
ninguém leu Virgílio, Bandeira ou Azevedo
o poeta é outro Manuel, outro Álvares.
Feito em Odisseia, narra Dona Espedita
cantando, ninguém acredita
as dores do marido e sua inefável partida
O beijo roubado no portão
vermelho paixão era o vestido de Madalena
o trocado para o pão..
isso a poesia do dia dia não deixa passar, não.
Eu, que vejo em tudo um quê de beleza
quem não vive e ora chora
não contempla suas felicidades e sua tristeza.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog