Postagens

Mostrando postagens de janeiro, 2019
Escreve apaga Escreve apaga Escreve apaga Escreve apaga Escreve apaga Escreve apaga Escreve apaga Escreve apaga Apaga.
Como os olhos que por anos se olharam n'um piscar de olhos deixam de se olhar? E as bocas que por anos se beijaram hoje nem se falam? O encontro das mãos.. agora dão adeus Acordamos amantes e fomos dormir desconhecidos. Para mim não há tristeza maior.
Entre as esquinas e ruas vejo nós e essa cidade cheira a mim e a você A cada letra e poste copo e gosto vejo nós Mas afinal, estávamos? Olha que ironia, meu amor estamos mais próximos agora do que quando estávamos juntos.
Deveria, se assim me permito nem começar o seguinte canto quem sabe por um devaneio descubras que em nós como na literatura há muito de Werther e Carlota Vai dizer que a delicadeza os traços e as cores que como um sábio que cuida arruma seus cachos não são para meu par olhos atrair? Percebi que por mais que esse verso não fosse um arranjo e a poesia nunca houvesse sido lida de nada importaria uma vez que os poemas se escrevem sozinhos quando me pego nos seus olhares que cantam para mim e desde que sinto tua doçura sou outro.
Escrevo porque sim Porque não tenho o que esconder Se gozo ou choro escrevo Comemoro os acertos da vida escrevendo e para os encontros que diminuem minha potência guardo um tempo do dia para escrever Se fui visto chorando foi real foi intensamente real e se sorri foi real em mesma proporção Todo sofrimento é passageiro assim como toda alegria Escrevo para me salvar para tirar o peso das costas de sentir demais Sem sofrimento, jamais escreveria e sem felicidade, também.
Se eu fosse poeta, escreveria sobre você escolheria as melhores palavras para narrar seus feitos Escreveria estrofes longas e detalhadas que descreveriam minha paixão e admiração Por outro lado, se soubesse desenhar, te desenharia Te pintaria com todas as cores do mundo em uma enorme tela e a vida vibraria através dos traços Se fosse um escultor, logo, uma escultura faria com feições fortes e um corpo quente E se fosse músico, te escreveria uma canção em mi menor, que é o único tom que conseguiria cantar Se eu fosse um artista, te transformaria em arte Te deixaria eterna nos versos, quadros, músicas e esculturas Mas como nada sou, prefiro te imaginar comigo mesmo e te eternizar em mim sem muita fidelidade ora sendo como és ora sendo apenas minha criação e no fim das contas, me perco no desejo de amar você ou a obra que criei.
Sua voz tinha sabores e de repente qualquer gesto palavra, toque, olhar, suspiro, qualquer sinal de sua existência deveria ser notado apreciado e guardado em mim. Era o último momento para nós dois e eu sabia.