Desarmado.
És poeta mudo, desce o desalmado,
degrau por degrau, coberto de poeira,
sem rumo, sem caminho!
A porta entre aberta, à meia luz,
adentro a ferida, que não se fecha,
segue a vida, simples, esvaziando a ampulheta.
Basta um sopro, um deslize, e lá estão,
os dilaceradores olhos a quem se pertence,
fitando-lhe, atando-lhe!
Formoso e vivo, olham-te,
por dentro, leva consigo os dias nublados.
Nasce e morre, todos os dias,
a cada despedida,
envelhece mil anos.
degrau por degrau, coberto de poeira,
sem rumo, sem caminho!
A porta entre aberta, à meia luz,
adentro a ferida, que não se fecha,
segue a vida, simples, esvaziando a ampulheta.
Basta um sopro, um deslize, e lá estão,
os dilaceradores olhos a quem se pertence,
fitando-lhe, atando-lhe!
Formoso e vivo, olham-te,
por dentro, leva consigo os dias nublados.
Nasce e morre, todos os dias,
a cada despedida,
envelhece mil anos.
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