No fim das contas, somos tristes.
Quando a música acaba,
e o último salto encontra seu rumo.
A última tragada, o passo apertado.
Somos tristes, no fim.
As conversas triviais sobre viagens,
filhos e o prato favorito.
O interesse supérfluo, esvanece...
Seria real?
As saias curtas, o perfume e a montagem.
O cigarro, álcool e as balas.
Isso tudo, porque no fim, somos tristes.
Pois eu e você somos tristes.
No vazio do silêncio,
sem distrações, enquanto só resta a nós,
percebemos que fingimos muito bem,
para não parecermos tristes.

Comentários

Anônimo disse…
O que seria a vida senão um eterno processo de perceber quão tristes somos todos nós?

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