Vinte e três.

É fim de novembro,
já escuto as promessas,
quase sempre, não cumpridas.
Meio confuso, os dias vão se passando
e a maioria deles, não têm valor.
À essa altura,
já nem sei se devo atribuir os fatos
esses corriqueiros, à algum evento cósmico,
ou se é só coincidência, mesmo.
Vem gente, saí gente,
entra ano e saí ano,
nada muda tanto assim,
assim a vida vai perdendo a cor,
escapando por entre os dedos..
Tudo vaidade, é melhor cuidar-se
Fevereiro tá quase lá,
é só vinte e três ainda..

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